quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Santa Catarina - quinto dia


A chamada "parte alta" do Vale Europeu é simplesmente uma insanidade. As subidas e descidas são extremamente íngremes. Não há vivalma pelos caminhos.

Saímos de Palmeiras para Alto Cedro. Um pouco de chuva, mas passou e tivemos sol. No geral, como se vê acima, metade do percurso é subindo e metade é descendo.

A paisagem do Lago Pinhal é belíssima. Fizemos 50 km neste dia e chegamos no Hotel Lindnerhoff às 17h. Nossos amigos ciclistas de Pernambuco que estavam vindo da Cachoeira do Zinco chegaram às 18h e, mais tarde, jantamos juntos.

Todas as fotos estão aqui no Flickr.

Trajeto do quinto dia. Palmeiras - Alto Cedro.



Santa Catarina - quarto dia


Na terça-feira, 28 de agosto, saímos de Pomerode indo em direção a Palmeiras, uma vila do município de Rio dos Cedros. É o início da parte alta do Vale Europeu. Portanto, muitas subidas. Saímos de 70m de altitude para 670m em Palmeiras. O clima mudou e choveu todo o dia. Frio e chuva e subidas. Dia difícil. Chegamos depois das cinco da tarde na Pousada Flor da Terra. Jantamos, secamos as roupas e dormimos.

A distância percorrida hoje foi de 42 km. Todas as fotos do quarto dia estão no aqui no Flickr.

Altimetria do quarto dia - Pomerode a Palmeiras.

Subindo, subindo e entrando na cerração.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Santa Catarina - terceiro dia

Trajeto do terceiro dia de ciclovioagem.

Santa Catarina. Terceiro dia da cicloviagem. Hoje, saímos de Luís Alves para Pomerode. Após aprontar bagagens, lavar bicicletas e lubrificar as correntes, saímos de Luís Alves às 9:45h. A estrada em direção a Pomerode é muito bonita, ainda mais que o trajeto de ontem. O trajeto acompanhava alguns rios e riachos da região. Pegamos dois morros imensos no caminho, com altitude máxima de 450m aproximadamente. Algumas descidas imensas também. A vegetação é densa e alta com pinheiros, araucárias, samambaias e orquídeas. O dia estava frio mas sem problemas para pedalar e sem precisar de casacos. Usamos apenas nossas camisas do Pedal Clube. Em certo trecho, pegamos uma chuvinha leve, uma garoa e vimos neblina no topo de alguns morros. Por fim, chegamos à Pomerode às 15h, com 44 km pedalados.

O destaque dos trajetos aqui são as casas de arquitetura européia (italiana e alemã). Muitas belas casas feitas de madeira e muitas belas casas feitas em enxaimel. 

Atenção: em todas as estradas rurais daqui, temos encontrado um monte de cachorros nervosinhos que vêm correndo e latindo atrás das bicicletas. Até agora, eles apenas correm um tempo latindo e nos deixam seguir. Hoje passamos por um cão enorme, um boxer, que estava no meio da estrada. Este não latiu, somente ficou olhando para a gente e tivemos que passar bem perto dele.

Uma coisa bastante diferente de pedalar pelo Nordeste é que aqui não encontramos nenhuma vendinha pelo caminho. Nada, nada. Nenhum lugar para comprar um bolo de bacia, um refrigerante ou um biscoito. Só conseguimos comer ao chegar no destino.

Perfil altimétrico do trajeto de hoje, mostrando as duas subidas imensas.

Nosso quarto em Luís Alves.

Pequenas cachoeiras ao longo do trajeto.

Casa em enxaimel.

Outra das muitas casas em enxaimel.

Eliane depois de uma das longuíssimas descidas.

Atrás de nós, a primeira placa e seta de indicação do Vale Europeu.

Uma das muitas casas de madeira da região.

Ponte pênsil apenas para pedestres e ciclistas em Pomerode-SC.

domingo, 26 de agosto de 2012

Santa Catarina - segundo dia


Segundo da cicloviagem no Estado de Santa Catarina. Saímos do Balneário Piçarras (Hotel Imperador) às 9:30h e seguimos para o interior do estado. Logo saímos da área urbana e pegamos as estradas rurais, de terra. Muitas casas de madeira, plantações de arroz e de banana. Grande quantidade de cachorros saindo das casas e correndo atrás das bicicletas. A maior parte do percurso com pequenas subidas e apenas um subidão. O tempo estava nublado, encoberto todo o tempo mas sem chuva. Clima frio mas bom para pedalar. Antes do centro de Luís Alves (nosso objetivo do dia), paramos e comemos no bairro de Vila do Salto. Por fim, chegamos ao objetivo, Luís Alves, e ao Hotel Colinas. Foram 46 km pedalados com velocidade média de 12 km/h.

Saindo do hotel em Piçarras.

Na estrada para Luís Alves.

Em um dos alambiques de Luís Alves.

Altimetria do trecho Piçarras - Luís Alves.

sábado, 25 de agosto de 2012

Santa Catarina - primeiro dia


Primeiro dia da cicloviagem pelo estado de Santa Catarina. Saímos do Aeroporto do Recife para Guarulhos e de lá para o Aeroporto de Navegantes. No aeroporto, desembalamos e montamos as bicicletas e saímos pedalando do aeroporto. Eu, Eliane, Macelo, Zeca e Paulo Ribeiro. Amanhã, nos dividiremos em dois grupos, pois os três rapazes farão uma quilometragem diária maior que eu e Eliane.

Então, do aeroporto pedalamos até a cidade de Piçarras, passando por várias praias. Havia um vento fortíssimo vindo do mar, estava frio mas com sol, uma boa temperatura. Hoje foram apenas 27 km pedalados, com velocidade média de 13 km/h.

Foi um dia cansativo por causa dos dois vôos para chegar até Santa Catarina. A pedalada foi pequena, 27km, mas ainda assim chegamos ao anoitecer no hotel em Piçarras. O trajeto foi urbano em Navegantes por uma avenida à beira-mar com ciclovia (embora o piso da ciclovia seja esquisito, de pedras quadradas). Depois, em Penha, um trecho de estrada de barro subindo morros para chegar até alguns mirantes das praias (lembra um pouco o Cabo de Santo Agostinho). O trecho final foi por ciclovia asfaltada até perto de Piçarras.

Elevação do trecho Navegantes - Piçarras.

Montando as bicicletas em Navegantes.


Na beira-mar de Navegantes, e a ciclovia de piso esquisito.



Pelos morros da cidade de Penha.


Chegando à Piçarras.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Penúltimos preparativos


Quase na reta final para início da cicloviagem pelo Estado de Santa Catarina, na Região Sul do Brasil. Vai chegando o dia de viajar, sábado, e aparece um monte de coisinha para fazer e pensar. Hoje, última revisão nas bicicletas, mais um teste da colocação dos alforges e, enfim, as bicicletas estão embaladas.

Última olhadinha para ver se tudo está ok (ou quase ok).

Verificando a colocação dos alforges (ainda vazios).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pedal noturno de terça


Pedal noturno da terça-feira com o Pedal Clube de Pernambuco. Saímos da Praça Fleming, Recife, e pedalamos 43 km com velocidade média de 20 km/h.









Viva o rio - Nizan Guanaes

21/08/2012 - 03h00
Viva o rio - Nizan Guanaes

Um amigo meu disse outro dia que adotou como esporte diário andar de bicicleta no rio. Pensei que ele tivesse mudado para o Rio de Janeiro e estivesse pedalando pela orla carioca. Mas, não, ele falava de outro rio, o Pinheiros, que corta uma das regiões mais ricas do Brasil e do mundo.

De fato, é difícil relacionar São Paulo aos seus rios hoje em dia. A cidade criou um verdadeiro apartheid fluvial. Os rios paulistanos foram emporcalhados, enclausurados e defenestrados.

Ninguém os ouve, ninguém os vê --só seu mau cheiro é percebido, com repulsa. Os rios, aqui, se tornaram o avesso do símbolo de vida que são. Aqui, não inspiram nem respiram --amedrontam.

Só falamos dos nossos rios pelas piores razões: quando eles inundam comunidades na época das chuvas, quando eles tomam nossos narizes pelo mau cheiro, quando algum corpo é "desovado" em suas águas. Todo mundo tem medo de um dia, por acidente, cair num desses rios. Diz a lenda urbana que a morte é certa.

Grandes cidades se colocaram o desafio de limpar e de revitalizar seus rios para devolvê-los aos moradores. São Paulo tenta, já há muito tempo, limpá-los, e gastou uma montanha de dinheiro no processo, sem muito resultado. Mais do que dinheiro, faltou até aqui o envolvimento das pessoas, das comunidades e das empresas que formam esta cidade.

Mas agora, com a ciclovia do rio Pinheiros, uma coisa enorme aconteceu: foi feito contato. Pela primeira vez em décadas, um número grande de paulistanos tem contato direto com o rio, um contato transformador. Vendo o rio de tão perto, o desejo de limpá-lo só aumenta.

São mais de 20 km de pista reta para pedalar, que serpenteiam as zonas oeste e sul da cidade, partindo do parque Villa-Lobos e indo até Interlagos, sem carros ou semáforos. O número de acessos à ciclovia, encravada entre o rio Pinheiros e a linha de trem urbano e as marginais, ainda é pequeno, mas crescente. Ela começou com uma vocação maior de lazer do que de transporte urbano, mas isso também pode mudar.

Basta ver o trânsito na marginal e o aperto nos trens metropolitanos que passam vizinhos para perceber que a bicicleta pode ser a melhor opção de transporte naqueles trechos na hora do rush. Bolsões de bicicletas gratuitas nos acessos da ciclovia, patrocinados por empresas, podem estimular seu uso.

Quanto mais perto o paulistano estiver dos seus rios, mais perto estaremos de sua transformação em vias vivas e limpas da cidade.

O principal desse processo de revitalização é estimular a participação da população, por meios individuais, das empresas, dos órgãos públicos e de ONGs. As mídias sociais são armas novas talhadas para essa mobilização.

A participação da iniciativa cidadã e privada aqui (como em tudo) é crucial.

Vimos arranha-céus incríveis serem erguidos às margens do rio Pinheiros nos últimos anos. Muitos desses escritórios têm paredões de vidro com vista para o rio, que lá no alto não cheira nem fede. Essas torres abrigam boa parte das maiores empresas e a maior concentração de doutores do país. Eles certamente querem ajudar as autoridades a encontrar o caminho para revitalizar o rio que veem da janela.

É um daqueles atos perfeitos onde todos ganham: a revitalização do rio estimula ação comunitária, aumenta a mobilidade urbana e o acesso, sem necessidade, de mais carros, trilhos e ruas, cria desenvolvimento econômico, impede enchentes, preserva e restaura a natureza e estimula práticas sustentáveis.

A revitalização do rio deságua na revitalização de suas margens, uma área contínua com potencial quilométrico de lazer, de cultura e também econômico.

Se há algum benefício por estarmos atrasados nessa corrida para salvar os rios urbanos, é que existem muito modelos já aplicados pelo mundo com diferentes participações das empresas, desde desonerações até o uso comercial de áreas revitalizadas.

A ciclovia já é uma pequena amostra de todo esse potencial hidrourbanístico. É um primeiro braço do abraço que os paulistanos precisam dar nos seus rios.
Esse é um bom tema para estas eleições municipais e também para as reuniões de conselhos corporativos às margens do rio Pinheiros.

domingo, 19 de agosto de 2012

Equipada


Estava indo para o trabalho de bicicleta e encontrei este ciclista com sua bela bici toda equipada.

sábado, 18 de agosto de 2012

Bagageiro bem alto


Preparativos finais para viajar de bicicleta. Colocação dos bagageiros. Para possibilitar o uso de alforges, consegui colocar esse bagageiro na Dahon. Com a altura do bagageiro, vai dar para colocar os alforges sem que toquem o chão ou o câmbio.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Bicicleta entrou de vez na agenda dos candidatos em São Paulo

Bicicleta entrou de vez na agenda dos candidatos em São Paulo

FOLHA DE SÃO PAULO - JOSÉ ERNESTO CREDENDIO

Pela primeira vez, a bicicleta chegou ao centro do debate político na campanha eleitoral de São Paulo.

José Serra (PSDB) diz que, em parceria com o Estado, vai entregar mais 400 km de novas vias em quatro anos.

Celso Russomanno (PRB), empatado com Serra na liderança do Datafolha, diz ter 20 bicicletas em casa e também fala em mais ciclovias e integração com sistema de ônibus, metrô e trens.

Fernando Haddad (PT) planeja vincular o uso de bicicletas ao Bilhete Único e dar condições para que quem mora em bairros mais distantes chegue com elas até estações e terminais.

Soninha Francine (PPS) apresentou um plano para implantar mais bicicletários, sinalizar e divulgar rotas, integrar e implantar passarelas para o ciclista transpor as marginais.

Gabriel Chalita (PMDB), que também fala em mais 400 km de ciclovias, diz que criará um plano com projetos específicos para cada região de São Paulo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Rio São Francisco


Viajando a trabalho, de carro, pelas brenhas (e veredas) do sertão de Pernambuco.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Transporte


Bicicletas usadas para transporte no sertão de Pernambuco.

domingo, 5 de agosto de 2012

De Recife a Orobó - 102 km

Altimetria do passeio de Recife a Orobó, com altitude máxima de 448 m.

Trajeto da pedalada Recife - Orobó.

Neste sábado, fizemos a pedalada de Recife até a cidade de Orobó, juntamente com o Pedal Clube de Pernambuco. 

Saímos do Parque da Jaqueira pouco depois das cinco horas da madrugada, o dia ainda estava escuro, ruas molhadas da chuva da noite e um ventinho frio. Logo estávamos pedalando nas estradas fora da cidade. Seguimos por Camaragibe, São Lourenço da Mata, entramos pela BR-408, Carpina, Limoeiro, Bom Jardim e chegamos a Orobó. Houve uma parada no meio do trajeto para um lanchinho reforçado. Tivemos apenas um pneu furado e uma breve parada para o conserto.

O trajeto é sempre subindo, em grande parte. A parte final, chegando a Bom Jardim e a Orobó, concentra as principais subidas. Fui com minha dobrável Dahon Speed D7 e subimos todas as ladeiras do trajeto sem nenhuma dificuldade e com apenas as 7 marchas da bicicletinha. Ela é impressionante na subida das ladeiras e, claro, em todo tipo de estrada e de condições. Curiosamente, algumas pessoas ainda se espantam de alguém programar um longo trajeto cheio de subidas com a dobrável. Há uma visão, errônea, de que a dobrável só anda no plano, em piso bem lisinho e que cansa mais pedalar nela. Tudo errado. Alguns disseram "você é corajoso de ir com ela" (errado, não precisa coragem, sei do que a bicicletinha é capaz), outro disse "sobrevivendo às ladeiras" (errado, ela sobe com leveza e facilidade) e por fim alguém perguntou o que foi que eu havia modificado na bicicletinha para ela ter aquele desempenho. Claro que não modifiquei nada, a não ser a troca dos pneus finos por pneus mais robustos.

Foi um excelente passeio e uma excelente preparação para nossa (minha e de Eliane) próxima cicloviagem no Estado de Santa Catarina.

Por fim, depois da chegada na cidade de Orobó, tomamos banho em um hotel, almoçamos e voltamos em duas vans para Recife.

Distância total pedalada: 102 km.
Velocidade média: 17 km/h
Velocidade máxima: 55 km/h
Altitude máxima: 448 m.

Todas as fotos no Flickr, clique aqui.