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terça-feira, 9 de abril de 2013

Bar do Neno lucra com ciclofaixa


Bar do Neno lucra com ciclofaixa – Jornal do Commércio.

Segundo a gerente do bar, Vânia da Silva, o estabelecimento está situado em um trecho da ciclofaixa, o que chegou a gerar acúmulo de mais de 20 bicicletas por conta de ciclistas que pararam no bar

Ao contrário dos restaurantes do Recife Antigo, o Bar do Neno e do Lula, no bairro de Parnamirim, lucra com a presença da ciclofaixa. Os proprietários do estabelecimento desenvolveram uma solução prática para aproveitar o movimento dos ciclistas: instalaram um bicicletário com capacidade para abrigar até 10 bikes.

A medida foi implantada no último sábado e, segundo o dono do bar, foi elogiada pelos consumidores. "Não sei se foi coincidência, mas o movimento aumentou no fim de semana. Estimo que as vendas tenham crescido uns 10%. Perguntaram até se estávamos alugando bicicletas", conta o empresário Licínio Dias, conhecido como Neno.

Segundo a gerente do bar, Vânia da Silva, o estabelecimento está situado em um trecho da ciclofaixa, o que chegou a gerar acúmulo de mais de 20 bicicletas por conta de ciclistas que pararam no bar. "Isso atrapalhava o trânsito. O bicicletário foi uma solução para esse problema", diz.

NOVIDADE

Além de guardar as bikes, o bar disponibilizou uma mesa com frutas suculentas (abacaxis, melancias, entre outros) e água de coco para consumo dos ciclistas. "Fizemos um teste com esses produtos e deu certo. Vendemos tudo em pouco tempo", diz a gerente do Bar. Os itens são vendidos a R$ 3 a unidade. Ela afirma que o estoque de frutas e coco deve ser dobrado no próximo fim de semana.

Graças à venda para os ciclistas, o horário do Bar do Neno deve ficar mais flexível aos domingos. "A rigor, só abrimos às 11h. Mas a mesa com frutas foi posta às 9h. Às 10h15, tivemos de abrir, porque os ciclistas começaram a consumir os produtos do bar, como chope e refrigerante. Vamos absorver esse pessoal que chegar antes", explica.

"É compreensível que haja uma resistência inicial às ciclofaixas. Toda mudança gera esse processo de contestação. Mas a iniciativa foi aprovada pela população e os estabelecimentos devem criar formas de absorver esse público", pondera Dias. Ele ainda afirma que futuramente o bar poderá alugar bicicletas, mas que não há nada definido.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Novo bairro no Cais José Estelita acende polêmica

Novo bairro no Cais José Estelita acende polêmica
 
 
Clima esquentou, ontem, na Câmara de Vereadores do Recife, na audiência sobre o projeto para área do Cais José Estelita
Publicado em 23/03/2012, às 06h56
Do JC Online

Debaixo de vaias e com a rejeição do público, a construtora Moura Dubeux apresentou na quinta-feira (23), pela primeira vez, o projeto de reocupação dos antigos armazéns do Cais José Estelita, no Centro do Recife. A proposta, divulgada em concorrida audiência pública no plenarinho da Câmara de Vereadores, prevê a construção de 12 prédios de 20 a 40 pavimentos, num trecho de 1,3 quilômetro de extensão do cais. O local está semiabandonado há mais de uma década.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Imobiliário da Moura Dubeux, Eduardo Maia, que representou na audiência pública o Consórcio Novo Recife, responsável pelo empreendimento, a ideia é erguer oito prédios residenciais na parte central do terreno e quatro edifícios para uso comercial e hoteleiro nas duas extremidades. Ele disse que 36 mil metros quadrados - 35% da área total - são destinados a uso público, para circulação e lazer, como manda a lei municipal.

Também estão previstas praças, ciclovias, bares, restaurantes, quiosques, pista de cooper, abertura e criação de ruas para diminuir o impacto do trânsito no Cais José Estelita e na Avenida Sul, a parte de trás do empreendimento. Um píer está projetado no cais e fontes luminosas seriam instaladas na bacia do Pina. Os armazéns mais próximos ao Forte das Cinco Pontas são mantidos, preservados e transformados num centro cultural a ser administrado pela Prefeitura do Recife.

O consórcio, formado pela Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos, arrematou num leilão, em 2008, a área da antiga Rede Ferroviária Federal S/A, após o término do processo de liquidação e extinção da RFFSA.

Arquitetos, artistas plásticos, jornalistas, filósofos, advogados, professores e estudantes que acompanharam o debate criticaram a proposta. "É um atentado à memória e à identidade da cidade", disse o arquiteto e professor da Universidade Federal de Pernambuco Tomaz Lapa, numa referência ao patrimônio ferroviário. "Mas sobretudo, é um atentado à capacidade de circulação e à mobilidade", acrescenta, destacando a altura das edificações.

Na avaliação do professor, prédio de 40 pavimentos "é incompatível com qualquer urbanismo são, no Recife ou em qualquer outra cidade do mundo." Tomaz Lapa fazia parte da mesa, representando a sociedade e defendeu a abertura da paisagem do Cais José Estelita para todo o Recife e não para a população que vai morar nos novos residenciais.

A jornalista Mariana Moreira, representante dos movimentos e grupos contrários ao projeto, distribuiu com a mesa cópias da petição on-line que circula há menos de uma semana, com 1.610 assinaturas de pessoas que discordam da proposta. "Vamos às ruas, escolas e universidades para coletar mais assinaturas", diz.

A promotora de Meio Ambiente do Ministério Público, Belize Câmara, vai exigir do Consórcio o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental, além de estudo de impacto de vizinhança e no trânsito. "O Ministério Público se posiciona pela reprovação do projeto", adianta Belize. Ela não se manifestou sobre o estado de abandono e favelização no entorno da área.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Prefeitura do Recife sabe queimar dinheiro

Notícia do Jornal do Commércio de Recife. No Recife, a Prefeitura sabe queimar dinheiro, mas não sabe construir ciclovias nem fazer e manter calçadas. Falando nisso, fogos de artifício, deveria ser proibido que qualquer prefeitura desse país miserável gastasse dinheiro, qualquer quantidade, com fogos de artifício.
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Recife
Após denúncia da oposição, prefeito João da Costa suspende licitação

Licitação da Fundação de Cultura para contratação de shows pirotécnicos aponta sinais de irregularidades

Pelo segundo ano consecutivo, a Fundação de Cultura da Cidade do Recife (FCCR) voltou a ser alvo de suspeitas de irregularidades às vésperas do Carnaval. Se em 2011 o problema foram os indícios de superfaturamento na compra de lonas para a decoração da festa, desta vez o foco está na contratação de shows pirotécnicos cujo processo licitatório apresenta sinais não só de sobrepreço como de favorecimento à empresa vencedora.

O caso foi levantado, nesta terça-feira (14), pela líder da oposição na Câmara Municipal, Priscila Krause (DEM). Diante dos questionamentos, o prefeito João da Costa (PT) já determinou a suspensão da licitação. A partir das informações publicadas no Portal de Compras da Prefeitura do Recife, a vereadora apontou uma elevação de 219%, em relação ao ano anterior, no valor que seria pago pela FCCR pelo fornecimento de fogos de artifício e realização de shows pirotécnicos. Comparando os dois certames, é possível constatar que a quantidade e as especificações do objeto contratado são idênticas, o que não justifica o aumento de mais de R$ 1 milhão no preço.

Neste ano, o valor homologado na ata de registro de preço – válida por 12 meses – foi de R$ 1,544 milhão contra R$ 484 mil gastos em 2011. “A PCR mudou a forma de se fazer licitação, privilegiando o pregão eletrônico argumentando que traria benefícios ao erário, mas parece que não foi o que aconteceu”, acusou Priscila.

A empresa vencedora dos sete lotes da licitação, da qual participaram quatro concorrentes, foi a Pernambuco Fogos de Artifício LTDA. O JC verificou, no entanto, que a ganhadora está sediada no mesmo endereço da empresa dona do segundo menor lance em todos os lotes do certame, a Piroex Ltda. (Minas Pirotécnica). Com matriz em Minas Gerais, a segunda colocada, conforme consta no seu site, tem filiais em várias capitais. No Recife, ela funciona na Avenida Mascarenhas de Morais, Imbiribeira.

Ao ligar duas vezes para a referida sede das duas empresas, o JC obteve informações desencontradas, mas que indicam a coincidência de endereços. Em uma das ocasiões, um funcionário confirmou que tanto a Pernambuco como a Piroex funcionavam no mesmo local. Logo em seguida, desmentiu a informação e contou que apenas a Piroex estava sediada ali. No segundo telefonema, uma funcionária disse o contrário: que a sede era apenas da Pernambuco, vencedora da licitação.

O JC também observou que as outras duas participantes da concorrência não trabalham com fogos de artifícios. A partir de dados obtidos na internet, é possível perceber que a HJ Comercio e Le Canard Empreendimentos pertencem ao ramo de combustíveis e terceirização de mão de obra, respectivamente. Além disso, chama a atenção o valor dos lances dados pelas duas empresas. Em seis lotes, cada uma repete o lance de R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, bem acima dos preços homologados em cada uma das etapas.