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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Trabalho recente / Recent artwork


Este é um trabalho dos mais recentes. É um trabalho em técnica mista; utilizei pastel óleo e tinta acrílica sobre papelão (o papelão faz parte de um lote que encontrei jogado no lixo, na rua do atelier). Não medi ainda o tamanho, mas é algo em torno de 80 x 60 cm.

Hoje, além de trabalhar no atelier - no final da tarde - voltei de Garanhuns, de motocicleta. Uma boa viagem, com belas paisagens, algum chuvisco. Parei algumas vezes para fazer fotos e para esticar as pernas.
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This is an artwork of the most recents. It is a artwork in mixed media, I used oil pastel and acrylic ink on cardboard (the cardboard is part of a plot that I found thrown in the trash in the street of the studio). I did not measure the size still, but it is something around 80 x 60 cm.

Today, besides working in the studio - in the late afternoon - i gone back Garanhuns, by motorcycle. A good trip with beautiful scenery, some drizzle. I stopped a few times to take pictures and to stretch my legs.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Garanhuns - uma sequência

Garanhuns é uma cidade muito arborizada, com vários parques e praças. Um centro comercial vivo, vibrante. Entretanto, o que estraga a cidade é o tráfego pesado de veículos - que poderiam ser facilmente desviados do centro e levados a contornar a cidade. As praças são ilhas cercadas de avenidas, sem ligação com as calçadas circundantes. Burrice. É o típico pensamento de dar prioridade aos veículos e não às pessoas. Prefeitos e secretários nunca ouviram falar em urbanismo, ou não sabem o que isso significa. Abaixo, uma sequência de fotos que fiz, assim como uma experiência, apenas.














Garanhuns bicicleta na praça


Então, aqui em Garanhuns, o dia foi de trabalho ao ar livre, fazendo medições em uma obra. No final da tarde, uma caminhada pela cidade e encontrei essa bicicleta descansando em uma praça perto do hotel. Fiz ainda um passeio de moto pelas quadradezas e subi um morro para ver a cidade de cima e tentar entendê-la melhor. Há uns dois ou três edifícios muito altos e modernosos, desnecessários em uma cidade com tanto espaço em volta de si. Deve ser uma vontade de ser metrópole, uma vontade de insegurança.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Em Garanhuns

São quatro e pouco da tarde. Cheguei em garanhuns às duas e quarenta e cinco. Saí de recife às 11 e 40 por aí, onze e meia. São três horas de viagem. Vim de motocicleta. Detesto viajar de carro. Ainda mais quando se viaja em equipe e a trabalho. Viajar de motocicleta tem muitas semelhanças com viajar de bicicleta. Estar submetido ao sol e à chuva. Estar em contato constante com o vento ou o calor ou o frio. Ambas essas formas de viajar são maravilhosas. Ambas preenchem o coração.

Saí de recife, sol forte, mas no caminho algum chuvisco. Pouco. Parei em gravatá para esticar as pernas e tomar um refri. Parei depois em jupi para reabastecer. Essa moto faz em torno de 25km por litro. É uma motocicleta simples e sólida. nota-se que a Honda fez um produto quase inquebrável. Um produto para ser maltratado, sem frescuras. Assim como muitas das Calois bicicletas.

Esse trabalho que faço - e que nao tem nada de arte ou de artistico - tem alguma vantagem, e viajar assim é uma delas. Para distâncias até 150km vou de bicicleta; acima disso, vou de motocicleta. Viajar de bicicleta ou de motocicleta, com a liberdade na cara. Amanhã, trabalho ao ar livre, visitar uma obra, fazer fotos, fazer medições. Divertido, apenas. Terça-feira, voltar, livre, moto, vento, caminhos. Terça-feira fazer um caminho diferente na volta, para ver o mundo. O mundo me impressiona simplesmente porque ele existe lá fora.

Infelizmente, nao parei para fotografar. Havia cenas fotografáveis, mas havia muitas nuvens com cara de chuvosas, então decidi não dar chance de a chuva me pegar. Mas é óbvio que moto e bicicleta devem apenas aceitar a chuva. mas se puder evitar, melhor. Houve momentos na estrada em que chovia à esquerda da estrada e chovia à direita da estrada. Nuvens negras, chuva grossa. Mas não chovia na estrada. A rodovia passava no meio da duas chuvas. Houve momentos em que a estrada ia em direção a uma concentração de nuvens gris e chumbo, e então a estrada fazia longa curva para a esquerda e desviava da chuva, e à minha direita longe, eu ficava vendo a chuva cair das nuvens, molhando campos e colinas.

Então pronto, cheguei na cidade de garanhuns e no hotel - eu simplesmente adoro hotéis e poderia morar minha vida toda em um quarto de hotel. Almocei aqui perto em um restaurante onde a moça que atendia me chamou de meu anjo. Comprei brebotes no supermercado e ganhei um dia de licença para usar na próxima viagem de bicicleta.