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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
sábado, 22 de fevereiro de 2025
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
Na Baía da Guanabara
Moça na janela.
Em dezembro 2012, quando atravessamos a Baía de Guanabara, de barca, com nossas bicicletas, para pedalar na Ilha de Paquetá, tirei essas fotos. A moça que viajava na nossa frente tinha olhos grandes, pretos e bonitos, cílios compridos e conversava muito com dois rapazes que havia conhecido ali. Em alguns momentos, descansava a cabeça e olhava a paisagem, mar de água escura e navios.
Navio na Baía da Guanabara.
Ponte Rio-Niterói.
terça-feira, 20 de março de 2012
Amarelão
Gostei dessa foto captada por Odilon Dias na pedalada de domingo. Sem querer querendo, ele conseguiu uma foto impactante por conta desse muro incrivelmente amarelo atrás do ciclista, nosso amigo Ruy.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Carnaval elétrico
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O carnaval ter sido esse ano em março, tornou a espera mais ansiosa para a populaçao. a populaçao anseia esquecer seus males. em olinda, desde janeiro que os domingos sao entopidos de gente. eu estive domingo no bloco tá maluco. ta maluco eh um bloco que por nao suportar mais o aperto geral dos dias oficiais, so sai somente no domingo antes de carnaval. é necessário nesse tempo, ver que existem dois (muito mais que dois vc diria) tipos de gente quando se fala em carnaval: ha a juventude dourada - meninos e meninas que nao tem a minima noçao de carnaval nem de nada mesmo e que se balangam ao ritmo de qualquer bosta que toque, desculpa para se beijar e beber (e pouco trepar pois o medo de doença assola essa geraçao) e o outro grupo eh aquele que canta a juventude dourada de capiba, gente que gosta de carnaval, de bloco, de seguir o bloco. eu que sempre estou dentro e fora do carnaval ao mesmo tempo, e que alimento tambem uma relaçao de amor e odio com a cidade de olinda, no meu primeiro dia de carnaval, comecei a enxergar varias epifanias: em varias musicas e trechos de musicas em que se ve no rosto das pessoas um momento sublime de compreensao mutua, praise the lord,......dizendo bem que no recife tem o carnaval melhor do meu brasil.... entre tantos outros trechos em que os rostos se aproximam de uma experiencia, se nao divina, pelo menos de extrema uniao simbolica com outros seres humanos. o hino de pernambuco tambem epifanico, o bom sebastiao, tambem, musica mulheres e flores e etc. deveria ser criada a AVEC, associaçao dos velhos carnavais, onde so entraria quem soubesse cantar na integra os versos completos dessas musicas, inclusive aqueles versos cuja metrica nao cabe nos compassos (collins aldrin e armstrong entre eles). em alguns momentos, deixei ate de contemplar a epifania para somar minha voz e emoçao a ela. houve, domingo, como sempre ha, epifanias sonoras, de bumbos (alfaias melhor dizendo), quando meu grupo de maracatu de branquelo favorito, o baquenambuco, faz o seu crescendo e os bum bum dos bumbos vai subindo e todo mundo se sente elevado (quase tudo entre aspas), e a felicidade final nos rostos quando da bumbada final. talvez para irritar os puristas, começamos por chamar a orquestra de banda, a perguntar para que lado ia aquela flamula la na frente, o estandarte, que depois passamos a chamar de flagelo em alusão aos famosos flabelos dos blocos de véia, e por fim quando os blocos passavam na ladeira da prefeitura e tocavam ceroula, obrigatoriamente diga-se, nós falavamos da casa de cadela, em lugar de cabela. alias, te digo que se vc ainda nao apertou a mao de cabela, aproveite e faça isso logo pois nao dou mais que dois anos de vida para ele, está cada vez mais magro e doente. no terreno das epifanias olindenses, cabela ja tem cheiro de santidade. resta ainda dizer que encontrei uma interessantissima combinaçao que - apesar de ter sido fundado em 2005, eu so conheci domingo. foi o congobloco, eh um bloco que sai do mercado eufrasio e que colocou entre os chocalhos e as alfaias uma ruma de metais, e o som que eles fazem eh algo muito legal, algo que parece assim carimbó ou sei lá que nao sou david byrne. fica muito legal os metais na levada do maracatu. agora, vc tem que ficar perto dos metais pois se vc ficar depois, nas alfaias, elas apagam os metais completamente. perguntei a tres pessoas do bloco quando ele sai no carnaval e obtive portanto... tres respostas diferentes. Isso eh parte da epifania? nao sei.
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terça-feira, 1 de março de 2011
As ruas escondem e revelam
(as ruas escondem e revelam arte)
.Qualquer pessoa que goste um pouquinho de bicicletas está chocado, assustado, impressionado com a covardia que aquele motorista de Porto Alegre fez ao lançar seu belo carro preto em alta velocidade sobre dezenas de ciclistas que seguiam em marcha lenta e pacificamente.
.Eu vi há tempos o lançamento do livro de David Byrne, Diários de Bicicleta, eu não pensava em comprar, mas quando vi na Livraria Cultura, gostei e comprei. Mas o que ele escreve sobre bicicletas e cidades, é o mesmo que eu, meu amigo Jorge Waquim, Rogério Leite, escrevemos quase cotidianamente, apenas como ele é Byrne, ele conseguiu publicar. Em termos de olhar a cidade a partir do guidão da bicicleta, o olhar dele é o mesmo nosso. Boas observações e comentários sobre as cidades que ele visita com sua bike. Mas quando ele tenta falar sobre política - sobre o ambiente político de determinado local, o livro fica muito, muito superficial. Acho até que dá pra pensar que nossa, minha e de quem escreve sobre cidades e bicicletas, visão de mundo sobre outras culturas é mais intensa e perceptiva que a dele, uma visão muito estadunidense, apesar dele ser escocês, que mora e vive em Novyork há muitos e muitos anos.
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Aqui no Recife, quando vou a primeira vez em algum lugar, às vezes evito ir de bicicleta pois aqui, nunca se sabe se vai ter um lugar pra colocar a bicicleta, então eu vou a primeira vez fazer a sondagem. Além disso, eu noto que os administradores das coisas aqui, dos prédios públicos e privados, eles são carrocratas, e então quando eles vão percebendo aumento na quantidade de motos e de bicicletas estacionadas no prédio "deles" então eles vão tecendo novas leis proibindo isso e aquilo. Parece ser uma delícia ter poder para proibir qualquer coisa. Já vi isso acontecer várias vezes aqui por onde ando.
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Hoje, indo para a Universidade Rural de bicicleta e olhando o mundo da mesma maneira que David Byrne e Rogério Leite, da mesma maneira que o povo que anda de bicicleta olha. Em Recife, tou notando muito mais gente andando de bicicleta, indo para o trabalho e a escola, com capacete, e muito mais gente com capacete. Penso que isso é fruto dos muitos grupos de pedalar a noite. Vai dando um faniquito nas pessoas e elas aprendem que podem andar de dia também e usar a bici como meio de tranporte. Indo para a universidade hoje, claro, há varias trechos bem engarrafados, com duas fileiras de carros parados e a bicicleta vai passando no meio deles, suave e silenciosa. Quando cheguei no largo do zoológico de Dois Irmãos, em lugar de seguir com os carros, segui na direção tranquila do zoo, e pude parar em uma sombra e olhar um prédio antigo e belo e azul que pertence à companhia de águas. Parei, desci da bici, fotografei. Bicicleta sempre me espanta pela sua capacidade de conectar a gente com a cidade. O caminhar pela cidade também faz isso. Precisamos de cidades mais humanas, mais dedicadas ao cidadão e não ao petróleo e ao carro. Chover no molhado.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Stieglitz and me
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Eu já fotografei esse poste e esse céu várias vezes. Mas hoje o céu estava tão bonito, tão brilhante e nuvens e tudo que não resisti e fotografei de novo. Ora, isso é pouco, pois Alfred Stieglitz - um famoso fotógrafo que admiro - fotografou nuvens de 1922 até 1935, e são belíssimas fotos. Stieglitz denominou essa série de "Equivalents". Esse céu poente e esse poste é a visão que tenho a partir do terraço do atelier. Hoje no final da tarde.
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Da janela do prédio onde trabalho, vejo a cidade do Recife, hoje no início da tarde com muitas nuvens muitas e fiapos de céu azul.
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Uma amiga arquiteta me enviou a notícia de concurso para professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mais uma vez, fiquei espantado com os baixos salários oferecidos. Um professor adjunto com dedicação exclusiva receberá R$ 7.333,67. Pode parecer até um bom valor, mas vale considerar que este é o valor bruto, sem a infalível e sangrenta mordida do imposto de renda e a dedução da previdência. Eu calculo que a dedução de imposto e previdência chegue aos R$ 2.822,00, o que resulta em um salário líquido de R$ 4.511,00. Além disso, veja-se que o professor adjunto é aquele que tem doutorado. Ora, é uma pessoa que estudou cinco anos de graduação, dois anos de mestrado e quatro anos de doutorado, ou seja, uma pessoa que vem estudando em nível superior há no mínimo onze anos. Então, todo esse imenso cabedal de estudos vale apenas R$ 4.511,00 por mês? É um valor irrisório, ainda mais frente à responsabilidade da função. Essa é uma das causas, na minha opinião, de a educação superior ser uma farsa: os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que são alunos. Ah, outros valores irrisórios contidos no edital do concurso:
Professor adjunto 20h - salário de R$ 2.518,30;
Professor assistente dedicação exclusiva - salário de R$ 4.651,59;
Professor assistente 20h - salário de R$ 1.993,04;
Professor auxiliar 20h - salário de R$ 1.536,46.
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Out of focus
It's simple: I liked very much this picture, all blurry, out of focus, with red stripe caused by a back lantern of some vehicle.
É simples: eu gostei muito dessa foto, assim mesmo toda tremida, toda fora de foco, com a lista vermelha causada pela lanterna de algum veículo.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Corpo / Body
Ela dorme em contraluz, seu corpo, ela trabalha, seminua, seu corpo. Fotografias roubadas.
(She sleeps with backlighting, her body , she works, half-naked, her body. Pics stolen.)
(She sleeps with backlighting, her body , she works, half-naked, her body. Pics stolen.)
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