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domingo, 30 de janeiro de 2011

Em Garanhuns

São quatro e pouco da tarde. Cheguei em garanhuns às duas e quarenta e cinco. Saí de recife às 11 e 40 por aí, onze e meia. São três horas de viagem. Vim de motocicleta. Detesto viajar de carro. Ainda mais quando se viaja em equipe e a trabalho. Viajar de motocicleta tem muitas semelhanças com viajar de bicicleta. Estar submetido ao sol e à chuva. Estar em contato constante com o vento ou o calor ou o frio. Ambas essas formas de viajar são maravilhosas. Ambas preenchem o coração.

Saí de recife, sol forte, mas no caminho algum chuvisco. Pouco. Parei em gravatá para esticar as pernas e tomar um refri. Parei depois em jupi para reabastecer. Essa moto faz em torno de 25km por litro. É uma motocicleta simples e sólida. nota-se que a Honda fez um produto quase inquebrável. Um produto para ser maltratado, sem frescuras. Assim como muitas das Calois bicicletas.

Esse trabalho que faço - e que nao tem nada de arte ou de artistico - tem alguma vantagem, e viajar assim é uma delas. Para distâncias até 150km vou de bicicleta; acima disso, vou de motocicleta. Viajar de bicicleta ou de motocicleta, com a liberdade na cara. Amanhã, trabalho ao ar livre, visitar uma obra, fazer fotos, fazer medições. Divertido, apenas. Terça-feira, voltar, livre, moto, vento, caminhos. Terça-feira fazer um caminho diferente na volta, para ver o mundo. O mundo me impressiona simplesmente porque ele existe lá fora.

Infelizmente, nao parei para fotografar. Havia cenas fotografáveis, mas havia muitas nuvens com cara de chuvosas, então decidi não dar chance de a chuva me pegar. Mas é óbvio que moto e bicicleta devem apenas aceitar a chuva. mas se puder evitar, melhor. Houve momentos na estrada em que chovia à esquerda da estrada e chovia à direita da estrada. Nuvens negras, chuva grossa. Mas não chovia na estrada. A rodovia passava no meio da duas chuvas. Houve momentos em que a estrada ia em direção a uma concentração de nuvens gris e chumbo, e então a estrada fazia longa curva para a esquerda e desviava da chuva, e à minha direita longe, eu ficava vendo a chuva cair das nuvens, molhando campos e colinas.

Então pronto, cheguei na cidade de garanhuns e no hotel - eu simplesmente adoro hotéis e poderia morar minha vida toda em um quarto de hotel. Almocei aqui perto em um restaurante onde a moça que atendia me chamou de meu anjo. Comprei brebotes no supermercado e ganhei um dia de licença para usar na próxima viagem de bicicleta.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

férias novamente

alô alô alô. houston, temos um problema... é, estive uns dias ausente do mundo virtual. e é muito bom, sempre. o mundo virtual não é. ele não é. estive de férias.

aquele tipo de férias a trabalho. me mandam viajar para cidades do sertão de pernambuco, vou, é como estar de férias. hotel, café da manhã, não precisar cuidar de nada da casa. trabalhar perto – geralmente – perto do hotel. de tarde, caminhadas pela cidade, praticar aquele esporte: observar pessoas. então é férias.

quando estive na longínqua ouricuri, caminhei no calçadão do centro da cidade. o ar quente preenche a cidade até as oito da noite. muitas bicicletas e muitas motocicletas. no sertão, as pessoas não parecem mais usar os veículos de tração animal, a motocicleta substitui tudo. as concessionárias de motocicletas proliferam em todas as cidades, em geral situadas à margem das rodovias para serem bastante vistas.

os prefeitos não existem. os prefeitos não administram. em ouricuri, seria tão simples melhorar o calçadão para os usos da população, mas nada é feito ali há anos. muita gente usa esse calçadão central, situado no meio da via, largo e com árvores. muita gente caminha ali, outros conversam e namoram nos bancos, outros levam cadeiras e se ocupam em observar os passantes. bares e lanchonetes se distribuem pelo comércio que acompanha essa via. entretanto, o calçadão é interrompido continuamente para que veículos possam fazer o retorno ou atravessar a via.

seria tão simples melhorar o uso do calçadão. é somente eliminar todos esses retornos, semáforos e travessias e unificar o calçadão, fazendo com que os veículos fizessem o retorno apenas nas extremidades do calçadão unificado, através de rotatórias. veículos devem fazer trajetos maiores para que os pedestres e cidadãos possam usufruir melhor da cidade.

acessoriamente, o piso atualmente irregular do calçadão deveria ser refeito, a separação entre espaço de caminhar e as árvores deveria ser eliminado, a quantidade de bancos deveria ser aumentada e as faixas de pedestres deveriam ser sinalizadas e elevadas em relação ao asfalto da via. simples, factível. porém, como em quase todas as cidades brasileiras, não temos gestores, administradores da coisa pública.

por fim, quero falar da delícia e da dor de viajar de bicicleta e de motocicleta. parte dessas férias de quatro dias no interior do sertão do fim do mundo de pernambuco fiz de motocicleta. viajar de motocicleta e de bicicleta é impressionantemente superior a viajar dentro de um automóvel. claro que viajar de moto é diferente e semelhante a viajar de bici. muito diferente e alguma coisa pouca semelhante. mas ambas essa formas são muito mais deliciosas que o automóvel.

a autonomia, a facilidade de mudar o trajeto para ver algo, a facilidade de parar em qualquer local mais belo de ver e admirar, o contato direto com o clima, vento, chuva talvez, respingos, poeira, impacto do deslocamento de ar dos caminhões. o asfalto passando em alta velocidade a poucos centímetros das minhas botas. a dor da posição e o cansaço das pernas (isso é bastante parecido com a bicicleta). a dor e a delícia. há momentos surpreendentes, quando o motor da motocicleta parece estar em perfeita sintonia com o asfalto, com o clima, com o piloto. as respostas rápidas aos comandos. é isso, mais ou menos.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

outubro



final de outubro, emendando com feriado do dia dos mortos. peguei a moto e fui para uma praia distante nas alagoas. pensei em ir de bici, mas queria ir mais longe, mais rápido, e ficar com disponibilidade de procurar outra praia, outro hotel, outra pousada, caso não encontrasse vaga. saí sem destino, sem saber ao certo em qual praia iria ficar. só sabia que queria alagoas, que queria hotel ou pousada na beirinha da praia, tocando os pés na areia, praia azul. encontrei o que queria na primeira tentativa, sorte. fiquei três dias, variando uma rotina de banho de mar, agulha frita, água de coco, cerveja, banho de piscina, banho de chuveirão. longas caminhadas ao longo da areia, e caminhadas mar adentro na maré baixa para observar as piscinas naturais e os arrecifes. havia lua cheia à noite. sentava na frente da pousada, nas cadeiras, de dia mar e banhos, de noite lua e escuridão. e pensar pensar.
(a distância total pedalada em outubro de 2009 foi de 721 km).

sábado, 12 de setembro de 2009

Bonito - Pernambuco


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domingo de sol.
passeio de motocicleta para Bonito, Pernambuco.
estradas de barro no caminho das cachoeiras.
almoço em um hotel da cidade.
mais estradas de barro para visitar uma pousada rural,
conhecer o lugar.
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domingo, 30 de agosto de 2009

viagem-zinha


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caro,
olha essa foto, parece uma cabeça de melancia. estou em garanhuns. fiz aquele roteiro que enviei o mapinha ontem, com uma pequena alteração: não entrei para água preta.
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então eu queria entrar em água preta porque tive uma amiga que estudava em recife e era de lá. e eu queria ver a cidade. pra comparar: tive uma amiga que também estudava em recife e
era de camocim de são félix, no caminho que vai para bonito, então toda vez que passo por camocim me lembro dela, ângela.
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então, saí de recife às 10:10, depois de abastecer e segui pela br101, como havia dito. a duplicação tá uma bosta, ou seja tudo incompleto e não há nenhum trecho em que a coisa funcione.
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há trechos terríveis, esburacados demais. mas não houve nenhum trecho de perigo. essa moto, que é feita para o off-road, passou bem por todos os lugares, com buraco ou sem.
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passei escada e ribeirão. como raramente uso a br101, foi curioso ver em ribeirão o mesmo terminal rodoviário, e o mesmo posto de gasolina onde na primeira viagem de bici que fiz, nós passamos a noite, o grupo de três, eu, fernando e ricardo.
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primeiro tentamos dormir no terminal rodoviário mas tava ruim, daí deitamos em baixo de um ônibus estacionado no posto de gasolina ao lado.
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de manhã, levamos o maior esporro do dono do ônibus pois ele ia fazer o bicho funcionar e se mover, a gente em baixo, loucura.
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de qualquer modo, a zona da mata, os mares de canavial, são belos. as encostas cortadas e cheias de cana. pasto e bois.
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me pergunto por que uma colina cheia de pasto verdinho e alguns boizinhos e vaquinhas brancos ou malhados, por que essa cena, essa imagem nos/me comove tanto, por que chama a atenção
do olhar? o bucolismo, a utopia?
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chegando em palmares, não há estrada, péssimo, somente buracos, é de se andar a trinta km/h. resolvi não entrar em água preta, a amiga não estaria lá, nem sei onde ela estaria hoje em dia,
era só sentimentalismo besta.
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estrada para catende.
depois, pega-se a esquerda em direção a quipapá e canhotinho. agora uma bela estrada.
vale a pena conhecer essas duas rodovias estaduais, a pe126 e a pe177. a estrada é simples, mas em bom estado, muitas curvas, muitas subidas e descidas, mais subindo, muitas belas paisagens.
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saindo de palmares e depois de deixar a bifurcação de catende para trás, passo pela cidade de jaqueira. tem uma bela situação, o rio piranji passa por ali, estava volumoso. havia um encontro de cavaleiros e cavalos na cidade. o rio piranji, barrento, encontra-se mais adiante com o panelas
e ambos se juntam ao rio una.
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assim que começamos a sair da zona da mata entrando pelo agreste e começando a subir, a temperatura muda, e se antes eu sentia calor, comecei a sentir o vento frio. mas havia sol forte
e fazia calor quando se parava a motocicleta, para uma foto por exemplo.
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as cidades se sucedem, a paisagem muda. jaqueira, são benedito, quipapá. aparecem montes feitos de rocha, e água escorre desses montes e, frequentemente, atravessa a estrada. depressões profundas, vales, estradinhas, fazendas, igrejinhas.
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depois canhotinho e depois angelim, são joão e garanhuns. cheguei às 13:35, ou seja cerca de três horas e vinte minutos para percorrer 245 km. vim devagar, aproveitando a estrada, a paisagem e fazendo algumas poucas fotos.
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fui ao hotel, vi o quarto, e saí para almoçar. a moça do hotel recomendou um restaurante chamado varanda, perto daqui. comi uma picanha, e estava boa, com duas cervejas long neck
para comemorar mais essa. a sobremesa, um pudim de leite. e somente isso.

sábado, 29 de agosto de 2009

pequena viagem


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caro,
hoje sábado uma trilha em aldeia, você certamente haveria
de ter gostado. de bicicleta.
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uma outra trilha que pretendo fazer, e marcar para breve
com o pessoal do pedal, será saindo de gravatá, estrada de
barro o tempo todo, passando por mandacaru, passando por
uruçu-mirim, chegando em sairé.
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de sairé, pegando a rodovia e descendo a serra até bezerros
e de bezerros voltando à gravatá pela br-232.
em breve.
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amanhã, domingo, irei para garanhuns, onde vou passar a
semana, a trabalho, pela região lá. vai uma equipe. irão
quatro carros, mas eu, para ir e para voltar, irei de moto
que fica mais divertido.
não parece trabalho.
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para variar o caminho, em vez de ir pela 232, penso ir pela
101 e ver a quantas andam a duplicação.
em palmares, entra-se para quipapá e chego a garanhuns.
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fica um pouco mais longo o caminho, mas acho que será
muito mais divertido, o que você acha?
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depois te direi como foi a viagenzinha, esta.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

são joão, pernambuco


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existe em pernambuco uma cidade chamada sao joao, eu nem sabiaque existia tal lugar. e o tal lugar foi escolhido para eu ir até láa trabalho, na semana que vem..precisando eu ir lá antes, hoje, para preparar a área,poderia, me repito, ir no carro do trab com motorista.
preferi, mais uma vez ir de motocicleta..com sinceridade, indo de motocicleta não parece trabalho, pareceum dia de lazer, sair da cidade ir passear na estrada, nas montanhasno verde no agreste, etc..saindo de recife, de casa, cedinho, 7 horas. na br 232, céu azul no topo,nuvens brancas no horizonte.subida da serra das russas, como sempre.parada breve no rei das coxinhas, sem comer, só para prendermelhor a mochila, com papéis, que levava.passa gravatá, bezerros e caruaru.
não há a menor dúvida, minha, do tipo de vento completamente diferente depois da serra e antesda serra.antes da serra, vento fresco, morno que refresca.depois da serra, vento frio, que penetra e contrai o maxilar.mas cabe falar para vc que em outras épocas do ano se pegavento quente pesado abafado no agreste e sertão.agora agosto é que tá assim.em são caetano, breve parada para abastecer.entrada à esquerda, saindo da br232 duplicada para a br 423 simples que leva a garanhuns.
sem dúvida, essa estrada é muito menos interessante que a estrada que levaa bonito. a de bonito, cheia de curvas e de paisagens, montes.essa, cheia de retões enormes, paisagem plana.de qualquer forma, as cidadezinhas que se sucedem, distraem,divertem da monotonia dos retões.cachoeirinha, lajedo, jupi, jucati..chego a garanhuns, entro à esquerda, estrada para palmaresuma rodovia estadual, a pe 177..
mais um pouquitim de estrada, 20km e chego em sao joao.cidadezinha de nada, nadica. pequena, 22 mil habitantes,não sei onde.um açude ou lago no meio (existirá diferença entre açude e lagolaguinho???)fui de um estirão só, quase sem paradas, cheguei às 10 e pouquinho.10 e 15 digamos então, 3h e pouquinho, 240km.faço o trabalho que era para fazer, limpo a área.

no outro dia, começo a voltar.
céu azul com muitas nuvens e chuviscos, às vezes.de sao caetano em diante, estrada duplicada de novo.
desço para recife parando vez em quando.paro em um posto de caruaru, e em um de vitória. um picolé em cada um.abaixo da serra das russas, vento morno, passa o frio que é lá em cima.mesmo com a roupa de proteção.foram 482km percorridos.
isso, essa pequena aventura,serve tambem para mim, para que eu saiba, comprove, que dá parafazer uma viagem de moto, percorrendo 400 ou 500 km por dia,sem problemas, sem excessivo cansaço. pegando 10 dias de fériaspode-se viajar por exemplo de 4 a 5 mil km.chegando em casa, então, para comemorar, duas bohemias long neckvendo a tarde cair, no fiteiro, caldinho de feijão, dois sanduíches depernil. um dia quase perfeito..observação: a viagem de motocicleta desperta os mesmos comentários que asviagens de bicicleta...........é loucura.........é perigoso...........se eu pudesseeu faria (podem mas não fazem)....eu queria fazer mas tenho medo........tenho um (primo, irmão, conhecido...) que faz isso também.......
foi assim e é só isso.