segunda-feira, 15 de julho de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

Domingo, 40 km


Passeio de domingo do Pedal Clube de Pernambuco. Dia nublado e chuva. Saímos apenas cinco ciclistas, pedalamos inicialmente pela ciclofaixa e pelo centro do Recife, levamos chuva no Cais José Mariano, então seguimos para Olinda. A Igreja do Carmo de Olinda estava aberta, então subimos para ver a igreja por dentro. Seguimos para a Praça Doze de Março, onde fizemos a hidratação. Voltamos para Recife e encerramos a pedalada no Parque da Jaqueira, com 40 km rodados e velocidade média de 16 km/h.

Acompanhando a ciclofaixa de domingo.

Igreja de NS do Carmo em Olinda.

Igreja de NS do Carmo em Olinda.

A Dahon, dobrável, voltando ao uso. A trava central quebrou, comprei uma nova pela internet na Evan Cycles e recebi pelo correio. Trava trocada e bicicleta em atividade.

Bela bicicleta que apareceu no Parque da Jaqueira.

sábado, 13 de julho de 2013

Estação do BikePE em implantação

(Uma estação do BikePE em implantação)

A foto acima não tem boa resolução, foi tirada com o meu "stupid phone". É uma estação do BikePE - sistema de bicicletas compartilhadas - sendo instalada na Praça Oswaldo Cruz, bairro da Boa Vista. O grande problema desse sistema é que a cidade do Recife tem zero quilômetros de ciclovia. Portanto, os futuros usuários terão que arriscar suas vidas entre os motoristas selvagens e raivosos do Recife.

Por outro lado, apesar da falta de estrutura cicloviária, é muito gratificante ver os automóveis perdendo vagas de estacionamento em benefício de um meio de transporte muito mais racional, a bicicleta. É um exemplo claro de que os automóveis não são os donos do espaço público - como pensam os motoristas.

(Bike sharing station in deployment. It is very good to see cars losing parking spaces. In Recife, drivers are angry and wild, and they think they are the owners of public space. But, the city is doing bike sharing system without cycleways.)

Recife Airport - Boa Viagem Beach by bike (3km)


Tips for bicycles tourists: this gps route (in Wikiloc, click here) shows how to go from Recife Airpot to Boa Viagem Beach. Be careful: in Recife, the drivers do not like bicycles. Signal your intentions, ever. Use helmet. Raise your arm to demonstrate you going forward at intersections.

The Boa Viagem Avenue has a safe bike path. The neighboorhood has many hotels and restaurants of all kinds. I like Ibis Hotel. Good food and cheaper than other places I like Chica Pitanga Restaurant (Petrolina Street, 19). The Boa Viagem Square, aka pracinha de Boa Viagem is the center of neighboorhood. The hotels are concentrated in Boa Viagem Avenue, Navegantes Street, Barao de Souza Leao Street, and Conselheiro Aguiar Avenue.

From Boa Viagem Beach, you can ride to the beaches of the south (better beaches), or toward the north through the historic town of Olinda.

I recommend two good bike shops (includes bike repair): Impacto Bike and Rota da Natureza (both in Antonio de Goes Avenue).

quinta-feira, 11 de julho de 2013

BikePE


Recife é uma cidade selvagem. Os motoristas são analfabetos, sem educação e selvagens. A cidade tem ZERO quilômetros de ciclovias. Sim, eu reafirmo: ZERO quilômetros de ciclovias. A tal da ciclovia da praia de Boa Viagem foi assustadoramente mal-projetada e nem merece o nome de ciclovia. Imagine uma ciclovia onde as bicicletas mudam de direção repentinamente a 45 graus. Absurdo. Quem terá sido o ignorante que projetou uma merda daquelas?

Agora, assistimos a implantação do BikePE, sistema de compartilhamento de bicicletas, patrocinado pelo Banco Itaú. Há até um site em pleno funcionamento, mostrando inclusive as POUCAS estações em funcionamento e as estações a ser implantadas.

Sim, é uma boa iniciativa. Porém, é extremamente preocupante também. Nós que pedalamos constantemente pela cidade - geralmente em grupos - sabemos que esta cidade selvagem do Recife é perigosa para os ciclistas. Então, como os novos e antigos ciclistas - futuros usuários do sistema - poderão se deslocar no meio da barbárie? Buracos, motoristas de ônibus analfabetos e raivosos, motoristas de táxi raivosos e analfabetos, motoristas de veículos privados analfabetos, selvagens e raivosos, esgoto acumulado em imensas poças pelas ruas. Qual a segurança que esses novos ciclistas terão? Resposta: ZERO de segurança.

Provavelmente - e não é um desejo, em absoluto - e muito provavelmente, nas condições atuais da barbárie recifense e pernambucana, teremos ciclistas atropelados por ônibus, táxis ou automóveis privados, e bicicletas laranjas com a marca do Itaú esmagadas.



(Recife is a wild city. If you are a tourist and you plan come to Recife, I advise you: do not come to Recife. Choose a civilized place.

Now, it is  been installed a bike share system here. It is a welcome initiative. But, it is a concern initiative too. The city is barbarian, the drivers are angry and wild, the roads are full of potholes and there are not bike paths. Therefore, imho, many accidents will happen, unfortunately.)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pedal de terça-feira: 47 km.


Passeio de terça-feira à noite do Pedal Clube de Pernambuco pelas ruas esburacadas da cidade do Recife. De início, a dúvida que vem nos acompanhando em junho e julho: vai chover, não vai chover. Não choveu, apenas um chuvisquinho de leve na chegada. Saímos da Praça Fleming às oito da noite, guiados por Ricardo Cabral. A parada de reabastecimento aconteceu na loja de conveniência em Piedade. Depois da chegada na Praça Fleming, alguns ciclistas foram para a PFF, Prévia do Final Feliz, na loja On Time da Rosa e Silva. Pedalamos 47 km com velocidade média de 22 km/h, e umas duas ou três cervejas long neck.

 O guia Ricardo Cabral.


 Reabastecimento em loja de conveniência.


 Chegada na Praça Fleming.

 Final Feliz na On Time.

 Final Feliz na On Time.

(Our ride Tuesday evening in the streets of Recife. Initially, the doubt: it will rain, it will not rain. It did not rain, just a light rain on arrival. We left the square at eight pm, led by my friend Ricardo Cabral. The refueling stop happened at the convenience store in Piedade neighboorhood. After arrival in Fleming Square, some cyclists were to PFF, Preview Happy Ending, at On Time, a shop in Rosa & Silva Street. We biked 47 km with an average speed of 22 km/h, and two or three beers.)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pedal de domingo, 60 km


Passeio de domingo do Pedal Clube de Pernambuco. Com cerca de 23 ciclistas, saímos do Parque da Jaqueira e pedalamos até a Ponte do Paiva, extremo sul da Região Metropolitana do Recife. Sol forte e céu azul, com algumas nuvens. De lá, retornamos até o Caldinho das Meninas, que fica na praia de Candeias, parada estratégica para hidratação, com cerveja e caldinhos diversos. Começou uma chuva forte que nos acompanhou em todo o trajeto da volta para o Parque da Jaqueira. Depois da chegada ao Parque, uma parte do grupo foi completar a hidratação no Bar do Tonhão. Pedalamos 60 km com velocidade média de 19 km/h e uma boa e necessária quantidade de cervejas.


Uma das raras ciclovias da Região Metropolitana do Recife.

Parada na Ponte do Paiva, extremo sul da RMR.

Hidratação, branquinha e amarelinha.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Aparados da Serra e Serra do Rio do Rastro


Enquanto só chove no Recife - mas hoje parece que a chuva parou - o jeito é planejar as próximas cicloviagens. Para o Carnaval 2014, estou interessado em sair de Florianópolis e ir conhecer a região conhecida como Aparados da Serra (uma parte da Serra Geral), subindo pela famosa estrada da Serra do Rio do Rastro.

buscando orientação


Cicloturistas consultando o mapa da cidade ao chegar em Praga. (No Recife, muita chuva, tá difícil conseguir pedalar à noite).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Geraldo Júlio, o prefeito imóvel

Na minha humilde opinião, o atual prefeito da cidade do Recife está paralisado desde o dia em que tomou posse, no primeiro dia de janeiro deste ano. Seis longos meses se passaram, cento e oitenta dias, e nada. Alguém, nesta cidade porca e prenhe de esgoto nas ruas, viu alguma calçada ser reformada ou refeita? Ah, mas a calçada é - erradamente - responsabilidade do imóvel lindeiro. Sim, então seguindo essa lei retrógrada, alguém viu algum dono de imóvel ser multado por conta de sua calçada porca? Para qualquer dessas perguntas, a resposta é não.

Pensemos, ainda, alguém viu algum meio-fio ser pintado ou repintado de amarelo? Alguém viu alguma faixa de pedestres ser pintada ou repintada de branco? Meio-fio pintado de amarelo não é bobagem. Alerta os motoristas selvagens da proibição de estacionar e - apenas na minha exclusiva e ignara opinião - todos os motoristas da Região Metropolitana do Recife são selvagens. Faixa de pedestres pintada é o mínimo para alertar os motoristas selvagens de que aquele ínfimo espaço público não lhes pertence.

Ora, imagine se a Prefeitura do Recife não tem um estoque de latas de tintas esquecido em um de seus incontáveis depósitos de bugigangas e restos. É óbvio que tem. E funcionários sobrando e coçando o saco que poderiam sair às ruas na execução das pinturas. Imagine, ainda, que o referido atual prefeito sentou em sua cadeira no primeiro dia deste ano e não perguntou nada a ninguém, não forçou seu cérebro limitado a pensar nada, não pisou em nenhuma das ruas da cidade, não olhou com seus olhos cegos para nenhum meio-fio, calçada ou faixa de pedestres. Provavelmente, dedicou-se apenas a "fazer política", sinônimo de não fazer nada, sinônimo de pensar em manobras e joguetes para perpetuar a si e a seus cupinchas nesse tal de "poder". Só se for "poder" de roubar, pois o "poder de fazer" não é exercido.

É extremamente fácil ver o que uma cidade necessita. Mas o prefeito teria que querer ser administrador, sair da toca e olhar a porcaria que são as ruas da cidade. Entretanto, Recife parece condenada a ficar nas mãos de incompetentes.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Occitanie / Occitânia - uma cicloviagem


Projeto de cicloviagem:

Occitanie ou Occitânia (em português) é uma região histórica do sudoeste da Europa na qual a língua predominante era o occitano. A língua era o principal ponto em comum entre os habitantes dessa região. A Occitânia abrange a maior parte do sul da França, uma pequena parte da Espanha e uma pequena parte da Itália. O nome Occitânia deriva da forma como Dante se referiu à língua da região: a língua de occ, pois occ era a forma de dizer sim na região, em contraposição à língua do si (italiano) e à língua do oui (francês).

Especificamente na França, a Occitânia abrange diversas regiões administrativas - observe-se que a França se divide em regiões e as regiões se dividem em departamentos. Entre as regiões por onde a língua occitana se espalha, estão a Aquitânia (Aquitaine - capital Bordeaux), a região de Midi-Pyrénées (capital Toulouse) e a região de Languedoc-Roussilon (capital Montpellier). Curiosamente, o Languedoc deriva seu nome da denominação da língua occitana, obviamente. Essas três regiões são as que me interessam, no momento, para uma cicloviagem. Aquitaine se divide nos departamentos de Dordogne, Gironde,  Landes, Lot-et-Garonne, Pyrénées-Atlantique. Midi-Pyrénées se divide em oito departamentos: Ariège, Aveyron, Haute-Garonne, Gers, Lot, Hautes-Pyrénées, Tarn e Tarn-et-Garonne. Por fim, Languedoc-Roussillon se divide em cinco departamentos: Aude, Gard, Hérault, Lozère e Pyrénées-Orientales.

Fica claro, ainda, olhando-se os mapas, porque a Occitânia é também chamada de Entre-Dois-Mares. A região fica entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico.

No século XVII, Pierre-Paul Riquet, um empresário e coletor de impostos sobre o sal, apresentou ao Rei Luís XIV um projeto de canal que ligasse a cidade de Toulouse ao Mar Mediterrâneo. O projeto visava evitar que os barcos franceses de transporte de mercadorias, especialmente trigo, não precisassem mais contornar a Península Ibérica, evitando ainda pagar impostos à Espanha na passagem pelo Estreito de Gibraltar. Com o canal, os barcos entrariam pela Lagoa de Thau, próxima à cidade francesa de Sète, subiriam até Toulouse, e de lá seguiriam pelo rio Garonne, que nasce nos Pirineus e passa por Toulouse e Bordeaux, desaguando no Oceano Atlântico.

Depois da aprovação real, Riquet coordenou a execução dos trabalhos, que necessitaram de 12 mil trabalhadores e duraram de 1667 a 1681. O canal, que conta com 65 eclusas entre Toulouse e a Lagoa de Thau, se chamava inicialmente "canal real do Languedoc", mas depois da Revolução Francesa, passou a ter o nome com o qual é conhecido hoje: Canal du Midi. Durante muitos anos, o Canal du Midi serviu para o transporte de passageiros, vinho, trigo e outras mercadorias, através de seus 241 quilômetros. Hoje, o Canal du Midi é Patrimônio da Humanidade.

Posteriormente, para melhorar o transporte, foi construído o canal lateral do rio Garonne, entre os anos de 1838 e 1856. O canal do Garonne vai de Toulouse até a cidade de Castets-en-Dorthe, que fica próxima à Bordeaux. Portanto, os dois canais juntos propiciavam uma excelente ligação entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo.

Atualmente, os canais não são mais usados para o transporte de cargas. Entretanto, barcos de passeio e de turismo trafegam constantemente pela região. Além disso, ao longo dos dois canais, foram construídas ciclovias, e é grande a quantidade de viajantes que percorrem esse trajeto, tanto em bicicletas como a pé, e até em cavalos e burros. As ciclovias que acompanham o Canal do Garonne e o Canal du Midi apresentam piso variado, sendo de asfalto em muitos trechos, mas também de terra e de pedrisco.

As cidades mais interessantes (e históricas) ao longo desse trajeto que liga os dois mares são: Bordeaux, Agen, Moissac, Toulouse, Castelnaudary, Carcassonne, Bèziers, Agde e Sète. A partir de Sète, pode-se ainda chegar facilmente por ciclovias e rotas tranquilas até a cidade de Montpellier.

Portanto, e enfim, espero poder em breve fazer essa cicloviagem: partir de Bordeaux, acompanhar o rio Garonne e, logo a seguir, o canal lateral do Garonne, alcançar Toulouse e seguir pelo Canal du Midi, chegar até Sète e por fim Montpellier.

Bandeira occitana.

República Tcheca / Czech Republic

Neste post, organizei as postagens anteriores relativas à cicloviagem pela República Tcheca. foi uma boa cicloviagem, embora a primavera não tenha vindo com força total, na época. Tivemos dias nublados, dias com sol, dias com chuvisco e dias com chuva. São os elementos imprevisíveis de qualquer viagem com bicicletas. Muito calor, muito sol, muita chuva, frio, ladeiras impossíveis de subir com a bagagem - ou até sem bagagem, trajetos pesquisados que algum biker classificou como moderado e, quando a gente tenta, sente como extremamente difícil, uma roda e raios novos que passam a dar problema na viagem toda. Ao final, tudo que acontece na cicloviagem, especialmente os imprevistos, acaba se tornando parte preciosa da história. Abaixo, estão as postagens que podem interessar ao cicloviajante: