domingo, 30 de agosto de 2009
viagem-zinha
sábado, 29 de agosto de 2009
pequena viagem
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
são joão, pernambuco
no outro dia, começo a voltar.
céu azul com muitas nuvens e chuviscos, às vezes.de sao caetano em diante, estrada duplicada de novo.
desço para recife parando vez em quando.paro em um posto de caruaru, e em um de vitória. um picolé em cada um.abaixo da serra das russas, vento morno, passa o frio que é lá em cima.mesmo com a roupa de proteção.foram 482km percorridos.
trilha em Bonito-PE
embora as fotos já digam muito do que foi feito, eis a descrição.
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encontro às cinco e meia na jaqueira. uma van com reboque, 14 cicclistas
do pedal clube com suas bicicletas. todos realtivamente bem preparados,
acostumados a pedalar e a trilhas.
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parada no rei das coxinhas, um lanchinho de dez minutos.
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chegada em bonito.
eu e dalonio os que ja conheciam a trilha, os outros nao conheciam.
eu e dalonio entao decidimos subir pela trilha que contorna a pedra do
rodeadouro, descer para as cachoeiras, voltar e descer para a cidade pela
estrada de paralelepipedo.
(foi o sentido contrario do que fizemos quando vc foi a bonito)
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deixamos a van no bonito plaza hotel, saimos do hotel e pegamos a trilha,
a trilha segue subindo, suavemente, e contornando a IMPRESSIONANTE
pedra do rodeadouro.
uma montanha que é uma única pedra, como se deus brincasse com pedras
pedrinhas e d eixasse algumas por aí. montanha pedra. the rock.
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enfim a trilha começa a subir de vez, empinada, subida total parede.
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jomar subiu na frente e subiu tudinho pedalando, eu cheguei la em segundo,
mas sem competir nem me orgulhar disso, fui subindo devagar, errei alguns trechos
e parei e quando vc para em uma subida federal dessas, vc nao consegue se recolocar
em movimento, entao caminhava um trecho até encontrar trecho menos íngreme que
pudesse subir na bicic de novo.
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cheguei lá em cima e o povo foi chegando, rosaly foi uma das que pedalou
subindo quase tudo.
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descemos e pegamos a trilha para as cachoeiras
aqui é tudo descendo, rápido inclinado e perigoso.
passamos pela pedra em que caih de moto, eu nao caí
dessa vez mas jomar caiu, sem consequencias, aquela pedra eh muito escrota
e escorregadia, nao pode freiar ali.
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descemos ate' a cachoeira barra azul. banho. um b ando de crianças.
e essa epoca do ano, os rios estao com mais volume e as cachoeiras estao fortissimas.
a gente nao consegue quase se aprocximar do local da queda dagua, mesma.
entao comecamos a subir de volta, subimos e fomos para a cachoeira da pedra redonda.
mais banhos divertidos, fotos, etc.
subimos mais para a cachoeira vue da noiva.
dai escalamos a lateral da cachoeira, carregando as 14 bicicletas, fizemos umz fila de
formiguinhas passando as bicis de um pra outro ate que todas estivessem la em cima.
um trabalho do cao chupandno manga.
foi foda.
la em cima, alguns desceram fazendo rapel.
subimos mais e tomamos banho em uma piscina natural bacaninha que tem la.
subimos mais e voltamos para a estrada principal.
mais 4km pesadissimos subindo e depois a descida pelos paralelepipedos
que vc ja conhece.
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na descida, foi divertido, na minha frente felip e bolha, eu querendo me aproximar e passar,
atras de mim, dalonio, tentando chegar e me passar.
nessa descida cheguei aos
vantagem sobre os outros dois.
fui me aproximando de felipe e sempre cuidando olhando para tras se dalonio estava chegando.
em uma curva que eu conhecia bastatne bem, felipe diminui muito para fazer a curva,
eu ja estava bem perto e passei por dentro. e dalonio restou ficar tentando
se aproximar de felipe.
chegando ao hotel, banho chuveirao da piscina e almoço, uma fome do cao.
volta para recife e somente isso.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
uma vida perfeita
das coisas perdidas
ricardo, você já sabe, não lê jornais, não vê notícias de tv, mais relê que lê, mais ouve as velhas músicas que as músicas novas.
naquilo que se refere a algo assim chamado arte contemporânea, ele hoje não tem mais nenhum interesse nisso, nem mesmo curiosidade. ele se interessa por boa arte, se houver, bidimensional de preferência, desenho e fotografia, ambos em preto e branco, de preferência.
hoje, ainda, ele parece prescindir da aprovação de qualquer pessoa, pares ou não, amigos ou não.
ele simplesmente desenha e desenha e quando está disposto escaneia e coloca em álbum virtual para que os desconhecidos vejam. não avisa a amigos ou conhecidos, não tem interesse em expor, não tem interesse no mundo real, qualquer deles.
não tem mais interesse no mundo cotidiano real, se houver, de aspirações, de bravatas, de fortes emoções. suas maiores lutas se desenvolvem em dois campos: no papel com a caneta nanquim preta e no tabuleiro de xadrez.
domingo, 28 de junho de 2009
fantasma sai de cena - trecho
sexta-feira, 26 de junho de 2009
o leitor - bernhard schlink - 2
quinta-feira, 25 de junho de 2009
carol
H termina atividades de desenho-arte-pernosticismo, seu amigo F está por perto, perto eu digo é em algum bairro por perto, H diz apenas caldinho, F diz ok, H desce do vigésimo andar, o habitáculo, e encontra seu amigo F ao pé da rua. H preferiria ir buscar o mundo, a realidade azul de uma manhã de sábado, na beira da praia, mas devido a leis de beber-pilotar-dirigir-morrer-matar, devido a que F está por perto, ficam por perto. a cerveja do rótulo antigo, falso antigo, amarela gelada no copo americano, o caldinho. F e H. carol chega pouco depois, ela conseguiu acreditar na realidade dos minutos e do tempo, acontecimento raro. carol, F e H. F tem assuntos para resolver e se vai. carol e H c onversam, H levanta seu cabelo preto e beija-cheira seu pescoço, onde deveria haver uma tatuagem. caldinho. e pedem um arroz de polvo, e claro H não pode deixar de pensar em seu amigo JW (jaydaboliú) e fala sobre o arroz de polvo de maracaípe, os dois melhores que ele - parcamente - conhece, o de maracaípe e esse do neno.
fim da manhã-tarde de sábado. a realidade, o mundo.
está tudo lá fora.
o leitor - bernhard schlink
em meu primeiro passeio, andei da blumenstrasse, na qual morávamos no segundo andar de um prédio imponente construído na virada do século, até a bahnhofstrasse. foi ali que eu havia vomitado, em uma segunda-feira de outubro, no caminho da escola para casa. já havia alguns dias que eu estava me sentindo fraco, mais fraco do que nunca em minha vida. cada passo me exigia um grande esforço. quando subia escadas em casa ou na escola, minhas pernas quase não me aguentavam. também não queria comer. mesmo quando me sentava à mesa com fome, logo sentia náuseas. de manhã acordava com a boca seca e com a sensação de que os meus órgãos estavam pesados e fora de lugar. envergonhava-me estar tão fraco. envergonhei-me especialmente quando vomitei. isso também nunca me havia acontecido na vida. minha boca se encheu, eu tentei segurar, apertando os lábios, a mão diante da boca, mas saiu tudo por entre os dedos. então me apoiei no muro de uma casa, olhando o que havia vomitado a meus pés, e cuspi um líquido claro e pegajoso.
a mulher que cuidou de mim o fez de um jeito quase bruto. ela pegou meu braço e me levou pela porta escura da casa até o pátio. em cima, havia varais esticados de janela a janela e roupas penduradas. no pátio, armazenava-se madeira. em uma oficina aberta, a serra rangia e as farpas voavam. ao lado da porta para o pátio havia uma torneira. a mulher abriu a torneira, lavou primeiro minha mão e então jogou no meu rosto a água que tinha mantido nas mãos em concha. enxuguei o rosto com o lenço."
quarta-feira, 24 de junho de 2009
o nome dele
domingo, 21 de junho de 2009
fantasma sai de cena - philip roth

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essa imagem acima, um desenho virtual criado no longínquo
ano de 2005, outubro, é um mapa onde, em amarelo,
aparece o caminho que vai da casa onde H morava até o
cemitério da sua cidade.
em azul, o rio capibaribe.
parece ser uma boa imagem para acompanhar o parágrafo
do livro "fantasma sai de cena", de philip roth, que vou
transcrever, já que esse livro fala do final da vida, do final
das aspirações, talvez.
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seguem o primeiro e o segundo parágrafos:
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"fazia onze anos que eu não ia a nova york. com exceção da viagem a boston para remover uma próstata cancerosa, eu passara aqueles onze anos praticamente sem sair de casa numa estrada rural nos montes berkshire, e além disso pouco lia jornal ou ouvia o noticiário, desde o onze de setembro, três anos antes; sem nenhuma sensação de perda - apenas, no início, uma espécie de ressecamento interior - eu deixara de habitar não apenas o mundo maior mas também o momento presente. o impulso de estar nele e fazer parte dele, eu já havia matado muito antes.
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agora, porém, peguei o carro e fui até o mount sinai hospital, em manhattan, uma distância de duzentos e dez quilômetros, para consultar um urologista que se especializara em uma técnica voltada para milhares de homens como eu, vitimados pela incontinência urinária causada pela cirurgia da próstata. introduzindo um cateter na uretra e injetando uma forma gelatinosa de colágeno no ponto onde o colo da bexiga se encontra com a uretra, ele havia conseguido melhoras significativas em cerca de cinquenta por cento de seus pacientes. não era uma estatística muito animadora, ainda mais porque as "melhoras significativas" não passavam de um alívio parcial dos sintomas - a incontinência grave se transformava em incontinência moderada, ou a moderada em leve. assim mesmo, como os resultados obtidos por ele eram melhores do que os de outros urologistas que empregavam mais ou menos a mesma técnica (não havia nada a fazer sobre a outra sequela da prostatectomia radical que eu, como dezenas de milhares de pacientes, não tivera a sorte de evitar - lesão dos nervos resultando em impotência), fui a nova york para consultá-lo, quando me considerava adaptado havia muito tempo às inconveniências práticas da incontinência."